Fetape critica Pronaf e faz campanha de mobilização com líderes sindicais
O Pronaf está desarticulado de outras políticas públicas. Com essas palavras o diretor de Política Agrícola da Fetape, Adelson Freitas, avalia as ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf, em Pernambuco. Segundo ele, não adianta ao agricultor ter acesso ao crédito via Pronaf sem que existam as ações complementares de capacitação, pesquisa, assistência técnica, infra-estrutura, acesso ao mercado e agregação de valor aos produtos. E, para a Fetape, essa é uma função que é dos governos municipal, estadual e federal, com a efetiva parceria da sociedade civil organizada. Segundo dados do Banco do Nordeste, só no último Plano Safra, foram realizados através da instituição cerca de 83 mil contratos, envolvendo R$ 175 milhões. Já o Banco do Brasil informa que efetivou 92.500 contratos, em torno de R$ 200 milhões. “A Fetape pretende duplicar esses números, mas não quer apenas ampliar a quantidade. De que adianta o trabalhador rural ter dinheiro na mão se não souber o que fazer com ele?”, questiona Adelson. Por isso, e pensando em qualificar a ação de implementação do Pronaf em Pernambuco, a Fetape está lançando uma verdadeira campanha de capacitação de suas lideranças sindicais para que estes possam atuar como multiplicadores do processo de conscientização. Cordel, cartazes, CDs, enfim, um verdadeiro arsenal de produtos irá fazer parte da campanha, divulgada através de três grandes encontros regionais. O primeiro deles acontece nessa quarta (dia 12), em Triunfo, e contará com a participação dos superintendentes do Banco do Nordeste, Sérgio Maia; do Banco do Brasil, Eduardo Santana; do Incra, Petrolina, Abelardo Siqueira; do Funtepe, José Estevo Barbosa; da Conab, Eude Guedes; do IPA, Júlio Zoé e do Prorural, José Patriota.
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